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Reforma Tributária redefine perfil de contratação no setor
Omie entende que desatualização ameaça empregabilidade na transição; empresas já buscam profissionais com domínio das novas regras
A Reforma Tributária brasileira, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, promove transformações estruturais na contabilidade nacional. Além da mudança técnica, a legislação altera o perfil do profissional contábil exigido pelo mercado, demandando atualização para a manutenção da empregabilidade no setor.
Para Melissa Guimarães, CHRO da Omie, líder em sistema de gestão (ERP) para PMEs, o cenário exige atenção dos profissionais. "A Reforma Tributária não é uma mudança apenas de legislação. Ela altera o posicionamento dos profissionais que de alguma forma estão sendo impactados pelas mudanças. O contador, por exemplo, deixa de ter um papel técnico e passa a ser um consultor estratégico das empresas. A habilidade de traduzir os impactos tributários em linguagem de negócio será crucial, até mesmo porquê, eventualmente, o cliente não vai conhecer 100% da nova legislação e os efeitos diretos na saúde financeira da sua empresa". ", afirma a executiva.
O impacto reflete-se diretamente nos processos seletivos. Pesquisa de de 2025 da Robert Half indica que mais da metade das empresas pretende contratar profissionais especificamente para atuar com a Reforma Tributária entre 2026 e 2033, incluindo contadores, tributaristas e analistas de impostos. A Fenacon e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) destacam a busca por especialistas capazes de interpretar as regras, ajustar sistemas e comunicar impactos a gestores e investidores. Na prática, o domínio do novo sistema tributário consolida-se como requisito, e não diferencial, nas descrições de vagas da área.
A transição afeta também a formação acadêmica. Os cursos de Ciências Contábeis devem incorporar a nova arquitetura, baseada no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), às grades curriculares, além de ampliar o ensino sobre softwares, automação e análise de dados. Instituições como CFC, Fenacon, Omie.Educação e Receita Federal lançaram programas de capacitação focados na mudança, a exemplo de um curso híbrido e gratuito de 40 horas que registrou mais de 40 mil inscritos.
Nas empresas, a reforma aproxima o contador da gestão estratégica. A tributação "por fora" (com impostos destacados na nota fiscal) altera a apuração de receitas e custos nas demonstrações financeiras, exigindo ajustes em políticas contábeis como o CPC 47 (reconhecimento de receitas) e o CPC 16 (estoques). O profissional passa a atuar na projeção de fluxo de caixa, precificação e análise de crédito tributário. A transparência em notas explicativas e relatórios para investidores torna-se responsabilidade direta do signatário das demonstrações.
A nova lógica de créditos, rastreabilidade e apuração também impulsiona a digitalização dos processos, com a adoção de ERPs, ferramentas de Business Intelligence (BI), automação de notas fiscais e softwares de compliance. O período de transição (2026 a 2033) exige a manutenção de sistemas duplos para o controle dos tributos antigos e do IBS/CBS, elevando os custos administrativos e a demanda por especialização técnica.
Para a executiva da Omie, a mudança abrange todo o mercado de trabalho contábil. "Das faculdades aos escritórios, das PMEs às grandes corporações, todos serão afetados. A adaptação antecipada gera vantagem competitiva. Em um cenário no qual ferramentas automatizam o que é técnico, a habilidade relacional, o entendimento do modelo de negócio e o planejamento tornam-se competências muito valiosas nesse contexto", conclui Guimarães.
Sobre a Omie
Fundada em 2013 por Marcelo Lombardo e Rafael Olmos, a Omie tem o propósito de destravar o crescimento de todos os tipos de negócios, oferecendo um sistema de gestão inovador, completo e ilimitado, ancorada em quatro grandes pilares: Gestão, por meio do software; Educação, por meio da Omie.Educação; Finanças, por meio de linhas de crédito e soluções para apoio à gestão de PMEs; e Comunidade, por meio de um ecossistema que conecta clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Líder do segmento, a empresa conta com mais de 25 mil contadores parceiros, mais de 180 mil clientes, aproximadamente 1600 colaboradores e mais de 100 unidades de franquias no país. Atualmente, o Omie processa mais de R$38 bilhões em notas fiscais emitidas por mês, representando um fluxo de cerca de 3,8% do PIB brasileiro. Para conhecer mais sobre as novidades da Omie, não deixe de conferir nossos canais: Site, Blog, Instagram, LinkedIn e TikTok.


